“É urgente acabar com esgotos a céu aberto em Leça da Palmeira”
O candidato do PSD/CDS-PP à Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, Abel Soares, deslocou-se ontem à rua de Vila Franca para denunciar e alertar para a existência de um esgoto a céu aberto naquela artéria. O candidato foi acompanhado por elementos do PSD e da candidatura à Junta de Freguesia, e ainda por Aristides Couto, um dos moradores que nos últimos cinco anos tem tentado resolver a situação, mas até ao momento sem sucesso. Abel Soares mostrou-se indignado com o problema: “É inconcebível que em pleno século XXI continuem a verificar-se situações como esta”.
As águas residuais correm a céu aberto num trecho da rua de Vila Franca, uma artéria rodeada por vários investimentos públicos e privados recentemente realizados, como a modernização da Quinta de Santiago, o empreendimento Entre Quintas e o novo hotel Holiday Inn. Aliás, a proximidade com as quintas da Conceição e de Santiago, locais de excelência da freguesia de Leça da Palmeira, é uma das questões mais preocupantes. “São dois locais de referência, habitualmente utilizados para actividades de bem-estar e lazer, não só pelos leceiros, mas também por muitas pessoas que visitam a freguesia. Não podemos aceitar que convivam paredes meias com uma situação tão vergonhosa”, afirma Abel Soares.
As águas residuais que poluem a rua de Vila Franca têm origem num conjunto de habitações com fossas comuns e sem ligação ao saneamento básico. A passagem das águas causa um cheiro incómodo, que provoca a acumulação de mosquitos e outros insectos. “As fossas enchem e o conteúdo transborda directamente para a rua, o que provoca este autêntico esgoto a céu aberto, que termina numa vala que desconhecemos onde desagua”, explica um dos moradores afectados. Aristides Couto tem sido um dos mais revoltados com a situação e há cinco anos decidiu resolver o problema da sua casa, tendo suportado o custo da ligação ao saneamento básico, um valor que ultrapassou os 3 mil euros. O problema é que as outras habitações continuam sem ter a referida ligação e as águas residuais continuam a transbordar para a rua.
“Não compreendo como é que a Junta de Freguesia e a própria Câmara de Matosinhos continuam a fechar os olhos a esta situação degradante e pouco abonatória para a imagem de Leça da Palmeira”, adianta Abel Soares. O candidato à presidência da Junta de Freguesia afirma que “esta atitude tem de mudar porque os órgãos competentes não podem desresponsabilizar-se continuamente”. Abel Soares recorda ainda que existem muitas outras situações problemáticas em Leça da Palmeira que têm urgentemente de ser resolvidas. “Neste momento, o nosso trabalho é esse: identificar e denunciar estas situações que continuam a preocupar muitos cidadãos anónimos de Leça da Palmeira. Quando ganharmos a Junta vamos lutar, em conjunto com as entidades competentes, para que cada um destes problemas seja resolvido o mais rapidamente possível”